Meu Verso

Dezembro 9, 2007

Meu verso é assim.
Agressivo, entoa a nota mais grave,
Rasga os corações mais puros,
abre o cerne do pútrido e vil.

Meu verso é assim;
Singelo, navega nas nuances da alma
Abre o botão da rosa mais delicada,
Caminha nas palavras mais etéreas.

Meu verso é assim,
Ele é o que não é, e,
Não é o que é.
Voa na liberdade da prisão
Caminha pelo fim do infinito
da razão

Meu verso é assim,
Ai de mim,
Ai de mim.

3 Responses to “Meu Verso”

  1. Ana Says:

    Verso que apenas é. Intransitivo.

  2. Zagoo Says:

    Até poeta vc é??

    Tô impressionadaaa*>*

    Bjooo

  3. Rubens MMaia Says:

    olá!
    seu poema ressalta uma coisa por demais evidente na poesia: a autonomia dela mesma. a poesia é livre e independe da vontade do poeta para manifestar, uma vez que a poesia não se reduz apenas em palavras. ela se alarga em nuances, matizes, formas que vão muito além da concepção do real.
    particularmente, acredito que, se o poeta considerar tais fatores, ele terá uma grande oportunidade de se aproximar da poesia, do fazer poético.
    seu poema grita e sussura. ai de quem não pressentir.

    avante!

    ps: estarei sempre disposto a arrazoar.


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