Meu Verso
Dezembro 9, 2007
Meu verso é assim.
Agressivo, entoa a nota mais grave,
Rasga os corações mais puros,
abre o cerne do pútrido e vil.
Meu verso é assim;
Singelo, navega nas nuances da alma
Abre o botão da rosa mais delicada,
Caminha nas palavras mais etéreas.
Meu verso é assim,
Ele é o que não é, e,
Não é o que é.
Voa na liberdade da prisão
Caminha pelo fim do infinito
da razão
Meu verso é assim,
Ai de mim,
Ai de mim.
Janeiro 11, 2008 at 3:29 pm
Verso que apenas é. Intransitivo.
Janeiro 16, 2008 at 7:40 pm
Até poeta vc é??
Tô impressionadaaa*>*
Bjooo
♥
Maio 13, 2008 at 10:22 pm
olá!
seu poema ressalta uma coisa por demais evidente na poesia: a autonomia dela mesma. a poesia é livre e independe da vontade do poeta para manifestar, uma vez que a poesia não se reduz apenas em palavras. ela se alarga em nuances, matizes, formas que vão muito além da concepção do real.
particularmente, acredito que, se o poeta considerar tais fatores, ele terá uma grande oportunidade de se aproximar da poesia, do fazer poético.
seu poema grita e sussura. ai de quem não pressentir.
avante!
ps: estarei sempre disposto a arrazoar.